“Era malcriada demais, revoltada demais, embora depois caísse em si e pedisse desculpas.
“E se o meu mundo acabar, e não me restar nada além de memórias, digo e repito: Você será a nostalgia mais trágica e doce que recordarei em minhas noites solitárias.
“Eu não estou disposto a sofrer, desculpa.
“Endureci um pouco, desacreditei muito das coisas, sobretudo das pessoas e suas boas intenções.
“Toda vez que toca o telefone eu penso que é você. Toda noite de insônia eu penso em te escrever, pra dizer que o teu silêncio me agride. E não me agrada ser um calendário do ano passado. Prá dizer que teu crime me cansa. E não compensa entrar na dança depois que a musica parou.
“De vez em quando fico triste do nada, com motivo ou sem motivo. De vez em quando fico feliz do nada, com razão ou sem razão. É assim, as vezes dá vontade de sair pulando, distribuindo beijinho, dando abraços e, em outras, dá vontade de mandar todo mundo pra muito, muito longe.
— Clarissa Corrêa. (via
tekpix)